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Política Eleições 2022

Marcelo Victor vai mudar de partido e deve levar maioria dos deputados com ele

Presidente do diretório estadual do Democratas, o ex-deputado federal José Thomaz Nonô, falou sobre o assunto em entrevista

10/01/2022 10h38
Por: Roberto Gonçalves Fonte: Blog do Edivaldo Júnior
Marcelo Victor vai mudar de partido e deve levar maioria dos deputados com ele

O presidente da Assembleia Legislativa de Alagoas, deputado estadual Marcelo Victor está oficialmente liberado para trocar de partido. Como esperado, vai deixar o Solidariedade e passará a comandar o DEM no Estado.

A mudança, como antecipou o presidente do diretório estadual do Democratas, ex-deputado federal José Thomaz Nonô nesta segunda-feira (29/11), será realizada ainda em dezembro de 2021, antes da formalização da fusão da legenda com o PSL – quer resultará na formação do União Brasil.

O deputado estadual Bruno Toledo também foi liberado pela Justiça Eleitoral e vai trocar o PROS pelo DEM.

Outros deputados devem seguir Marcelo Victor. Ao menos outros 14 parlamentares podem acompanhar o presidente do Poder Legislativo na sua mudança partidária. Antes disso, precisam ser liberados pelos dirigentes de suas legendas ou alegar justa causa na Justiça Eleitoral.

Ao fim e ao cabo, o União Brasil pode ter até 16 dos 27 deputados estaduais de Alagoas.

A expectativa é que o UB torne-se um dos maiores partidos de Alagoas, com a maior bancada na Assembleia Legislativa, candidato ao Palácio dos Palmares – inclusive com direito a eleger o governador tampão em caso de afastamento de Renan Filho.

Articulando


Em entrevista ao jornalista Flávio Gomes de Barros no programa Conjuntura, na TV Mar, Nonô disse que “há muito vinha conversando com o presidente da Assembleia Legislativa Marcelo Victor, com quem tenho uma boa relação de amizade, não é de hoje”.

O principal objetivo, aponta Zé Thomaz, é formar chapas proporcionais: “para fazer um deputado estadual é preciso 60 mil votos. Um federal 18 mil votos. Tem muita gente ai que não vai se reeleger, inclusive gente de muitos votos”, pondera.

“A conversa já estava acertada. Marcelo Victor levou pedido e rejeitou, insinuações generosas de outras correntes e disse que tenho acerto com Nonô. Fomos a Salvador pelo menos três vezes conversar com o Neto (ACM neto), fomos a Brasília. Acertei isso tudinho para ele vir para o DEM, mas ele tinha o problema de fidelidade partidária. Com dr Fábio Ferrário cuidamos da liberação e ele se liberou agora e pode ir para onde quiser”, revela.

Segundo Nonô, a filiação será ainda em 2021: “para concretizar essa conversa que é de mais de ano, ainda no DEM, este mês de dezembro nós vamos filiar o deputado estadual Marcelo Victor e o deputado Bruno Toledo. Estamos fazendo isso com o maior prazer, porque é preciso ter bancada para o partido existir e não vejo ninguém melhor no momento para formar uma bancada, sobretudo de deputado estadual, do que o presidente da Assembleia, que tem inegável habilidade política. É só olhar. Conseguiu tirar a Assembleia de páginas menos nobres do noticiário, projeta uma imagem positiva e tem domínio total dos seus pares”.

Para Nonô, Marcelo Victor deve assumir o comando para conduziu a legenda nas eleições: “só o candidato tem a perfeita compreensão do que está acontecendo. Quando olho os quadros políticos de Alagoas acho que fizemos a decisão mais acertada do mundo. Depois de um ano e tanto está tudo acertado. O partido vai crescer muito, vai receber deputado estadual de mandato, candidatos novos, vereador da capital, tudo de mandato, tudo conversadinho, não é por obra e graça do Espírito Santo não”.

O projeto também inclui a disputa majoritária, revela Nonô: “vamos tentar viabilizar um candidato a governo. É evidente que o Marcelo tem condições, com o prestígio que tem, de fazer o famoso governador tampão. Não temos culpa da briga do governador Renan Filho com Luciano Barbosa, que deu no que deu. Então quem assume é o governador tampão, eleito pela Assembleia Legislativa”, afirma.

“Comenta-se muito o nome do deputado Paulo Dantas, comentam-se outros nomes também. O cenário da eleição vai depender da performance do próprio governador transitório no exercício desse mandado, da coesão, da manutenção da coesão na Assembleia Legislativa. Isso vai depender das variáveis, mas nós teremos um partido organizado e forte”, aponta.

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