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Após perder filho, pai lança campanha “Lei Pedro Caetano” de endurecimento da pena para motorista embriagado que matar no trânsito

Recentemente, uma dessas vítimas foi Pedro Caetano, de 25 anos, que sofreu um grave acidente na BR-316, após o condutor de uma D-20, tentar fazer uma ultrapassagem que resultou na morte do jovem

08/01/2022 06h29
Por: Roberto Gonçalves Fonte: Estadão Alagoas
Após perder filho, pai lança campanha “Lei Pedro Caetano” de endurecimento da pena para motorista embriagado que matar no trânsito

De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 1,25 milhão de pessoas morrem, no mundo, por ano em acidentes de trânsito, e desse total metade das vítimas são pedestres, ciclistas e motociclistas.

Recentemente, uma dessas vítimas foi Pedro Caetano, de 25 anos, que sofreu um grave acidente na BR-316, após o condutor de uma D-20, tentar fazer uma ultrapassagem que resultou na morte do jovem. O pai de Pedro, o radialista Rondon Caetano, que sepultou o corpo do filho na manhã desta sexta-feira (7), tomou a iniciativa de lutar pelo endurecimento das leis de trânsito, principalmente as que punem condutores embriagados. Ele lançou a proposta da Lei Pedro Caetano, acatada de imediato pelos internautas.

“Após perder meu filho Pedro de apenas 25 anos, vítima de um acidente de trânsito, causado por um indivíduo embriagado, resolvi lutar pelo endurecimento das leis de trânsito, principalmente as que punem condutores embriagados. Conto com apoio de todos e a união das famílias que sofrem o mesmo trauma que minha família está sofrendo. Artistas e políticos que quiserem se juntar a nós serão bem vindos. Sua morte não foi em vão., Seu propósito é muito maior. Tudo foi conduzido por Deus”, desabafou.

É que o tal motorista da D-20, dirigia em alta velocidade e tentou uma ultrapassagem em uma pista em que o máximo permitido é 80 km/h, envolve-se em um acidente que causou a morte de outro condutor, no caso, o Pedro, que sofreu fraturas múltiplas e passou exatos 30 dias, inconciente lutando pela vida.

Nessa situação, você diria que houve intenção de matar? Provavelmente não.

E se adicionarmos a essa história hipotética algumas informações, como o fato de o motorista estar embriagado? E então, o risco em que ele colocou o outro condutor é passível de ser admitido como intenção de matar?

Um levantamento feito entre janeiro e maio de 2017 concluiu que apenas uma pessoa é presa a cada 22 mortes ocorridas em acidentes de trânsito. Um dos principais fatores que ocasionam a impunidade é a dificuldade de classificar o homicídio como doloso, com intenção de matar, ou culposo, sem intenção de matar.

O Congresso aprovou, recentemente, projeto de lei que aumenta a pena para motoristas que assumem o risco de matar ao dirigirem embriagados. Agora, eles podem  pegar de 5 a 8 anos de reclusão, enquanto a lei anterior previa de 2 a 4 anos de detenção para os infratores, além da suspensão da carteira de habilitação.

A alteração na lei, a qual tinha como objetivo fazer com que as pessoas pensem duas vezes antes de assumir o volante sob o efeito da ingestão de álcool, não surtiu tanto efeito e deve ser ainda mais endurecida. No entanto, a partir do momento em que os infratores começarem a ser punidos com um tempo maior de detenção, a tendência é de que os motoristas se tornem mais prudentes.

Um acidente como o que vitimou Pedro Caetano, podia ser evitável.

O culpado? Está solto, infelizmente.

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