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Collor, o moderninho do Twitter, grava vídeo em apoio a bolsonaristas

Senador, que já foi chamado de mentiroso e sem moral por Bolsonaro Clique para compartilhar no Facebook(abre em nova janela)Clique para compartilhar no Twitter(abre em nova janela)Clique para compartilhar no Pocket(abre em nova janela)Clique para compartilhar no WhatsApp (abre em nova janela)

07/09/2021 08h03
Por: Roberto Gonçalves Fonte: É assim
Collor, o moderninho do Twitter, grava vídeo em apoio a bolsonaristas

O senador Fernando Collor na sua corrida pela reeleição em 2022 não mede esforços para se passar por um fervoroso bolsonarista radical. Nesta terça-feira, 7 de setembro, ele, vestido de verde e amarelo, gravou um vídeo em apoio a Bolsonaro e às manifestações pró governo.

Collor disse que estará ao lado de Bolsonaro na cerimônia de hasteamento da bandeira do Brasil, em Brasília, na parte da manhã. No mesmo período, está previsto um discurso do presidente na capital federal, antes da partida para São Paulo, onde o chefe do Executivo fará um ato na Avenida Paulista, à tarde.
 
O passado te condena – A relação de Collor com Bolsonaro revelada na mídia em novembro do ano passado era a pior possível. O senador alagoano era considerado um “grande mentiroso”, um homem “sem moral que não é digno de confiança”, nas palavras ditas por Jair Bolsonaro.
 
Mas, hoje por razões que os alagoanos bem conhecem, o senador Collor, movido a “interesses” próprios e outros nem tanto fez uma postagem no Twitter: Calote geral – Além da questão eleitoral – Collor não se vê sem mandato – o senador resolveu se aliar a Bolsonaro por que as empresas dele, do grupo Organização Arnon de Mello, respondem a processo na Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN) por calote de tributos à Receita Federal.
 
Organização Arnon de Mello, grupo de comunicação da família Collor de Mello, tem uma uma dívida com fornecedores, bancos e instituições federal, como INSS e Receita superior a R$ 217 milhões. Os valores foram apresentados ao administrador judicial. O grupo pediu recuperação judicial, aprovada em setembro de 2019, apenas para impedir o leilão de suas propriedades.
 
Já nessa época Collor demitiu das suas empresas dezenas de trabalhadores sem pagar efetivamente as indenizações a que todos tinham direito. O calote persiste e os ex-gazeteanos aguardam que o senador se digne a pagar-lhes o que é devido de fato e direito.
 
Há ainda os casos de corrupção. Recentes. Segundo relatório de investigadores da Polícia Federal, o ex-presidente desviou para as suas empresas recursos de patrocínios obtidos da Petrobras e da Caixa.

A PF apura contratos assinados de R$ 2,55 milhões entre o Instituto Arnon de Mello de Liberdade Econômica, que leva o nome do pai do congressista, e as estatais com inexigibilidade de licitação para desenvolver projetos culturais.

Por tudo isso e muito mais, Collor, o moderninho do Twitter, se apresenta como um bolsonarista raíz, sorridente, de verde e amarelo

 

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