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Atraso do pagamento dos servidores de Campo Grande provoca revolta e vereadores pedem explicação

O valor mensal do Fundeb, de acordo com eles, pode sofrer uma novo aperto nos próximos meses, a partir do Censo Escolar 2021, que irá comprovar a redução na quantidade de matrículas escolares.

02/07/2021 12h41 Atualizada há 3 meses
Por: Roberto Gonçalves Fonte: Sete Segundos
Atraso do pagamento dos servidores de Campo Grande provoca revolta e vereadores pedem explicação

O atraso na folha salarial dos professores efetivos da rede municipal de Campo Grande está provocando revolta em parte dos vereadores. O atual presidente do Legislativo, José Feliciano Lessa Leandro (MDB), encaminhou ofício cobrando explicações da prefeita interina Josefa Barbosa da Silva (Republicanos).

O documento, que também conta com a assinatura dos vereadores José Aldo de Lima, Saulo Levi de Moura e Daniel Correia Higino Lessa, afirma que o Legislativo recebeu, no último dia 21 de junho, uma comissão de professores e de representante do Sindicato dos Servidores de Campo Grande (Sindcamp), que denunciou que o município está há quase dois meses quem pagar os salários dos trabalhadores efetivos da Educação.

Os vereadores pedem explicações e extratos dos repasses feitos pelo Fundeb ao município, uma vez que os custos com a Educação sofreram uma grande redução desde o início da pandemia.

"Portanto, pedimos a V.Exa. que nos apresente explicações plausíveis quanto a esta situação, nos mostrando seja com extratos das contas do Fundeb, desde o mês de janeiro a junho deste ano, ou que seja por outro meio, já que desde abril de 2020 não se tem gastos com transporte escolar, compra de merenda, manutenção de todas as escolas no geral (salvo algumas exceções urbanas) ou de pagamento do difícil acesso aos professores", está descrito no documento direcionado à prefeita, no dia 25 de junho



Foi noticiado, na última terça-feira (29), denúncia feita por professores da rede municipal de Campo Grande. Eles informaram que o último salário recebido foi referente ao mês de abril e que o secretário municipal de Administração, Arnaldo Higino, alega que os recursos do Fundeb são insuficientes para o pagamento da folha dos efetivos.

Segundo os professores, houve má gestão e falta da transparência na utilização dos recursos do Fundeb.
 Com os cortes de gastos relatados no ofício dos vereadores, teria ocorrido sobra dos recursos federais para a Educação em 2020, e como não houve a prestação de contas desse montante, os repasses ao município sofreram uma considerável redução em 2021.

O valor mensal do Fundeb, de acordo com eles, pode sofrer uma novo aperto nos próximos meses, a partir do Censo Escolar 2021, que irá comprovar a redução na quantidade de matrículas escolares.

 

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