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Geral Arapiraca

Descontrole administrativo coloca em risco o funcionamento do Hospital Chama

O CHAMA tem uma estrutura e profissionais da área de saúde de alto nível, é de fundamental importância para a assistência das pessoas que dependem do SUS e de serviços particulares.

18/06/2021 16h13
Por: Roberto Gonçalves Fonte: Jornal deArapiraca
Descontrole administrativo coloca em risco o funcionamento do Hospital Chama

O primeiro complexo hospitalar do interior de Alagoas a realizar uma cirurgia cardiovascular está sofrendo um problema crônico que tem tudo a ver com coração. Na verdade, são dois corações, ambos cheios de mágoa e rancor.

 

O casal responsável por administrar o CHAMA (Complexo Hospitalar Manoel André) está separado, falta de união que se estende à gestão da instituição instalada na Capital do Agreste alagoano há mais de três décadas.

 

Cristine Vitória Cavalcante Barroso Barreto e Emanuel Barroso Barreto travam na justiça a disputa pelo comando do complexo hospitalar referência em Ortopedia, hospital-escola para estudantes de Enfermagem e Medicina e conveniado até com o Governo de Sergipe para tratamento de pacientes com câncer.

 

O CHAMA tem uma estrutura e profissionais da área de saúde de alto nível, é de fundamental importância para a assistência das pessoas que dependem do SUS e de serviços particulares. Tudo isso parece importar pouco ou quase nada justamente por qum deveria zelar por todo esse patrimônio.

 

Separado no lar e no trabalho,o casal Barroso Barreto trava uma guerra nos tribunais de justiça, processos que a reportagem do Jornal de Arapiraca teve acesso, com exclusividade.

 

Uma decisão ainda em vigor impede o acesso de Emanuel Barreto ao CHAMA, apesar de ser sócio do empreendimento. Mesmo se ele precisar de qualquer tipo de atendimento no complexo hospitalar habilitado este ano com leitos para pacientes de Covid, não terá acesso pelo impedimento legal que já é alvo de contestação.

 

“A decisão é tamanho exagero, injustiça e aversão ao réu, que o magistrado, além de impedir a administração do réu na empresa em questão, impede o mesmo de frequentar as dependências físicas da instituição, o que é totalmente injustificado e exagerado, pois trata-se de um hospital, então, pasmem! Se o réu tiver algum problema de saúde, não poderá sequer ser atendido na sua própria empresa, ao mesmo tempo, em que a decisão é totalmente ilegal, pois fere diretamente os direitos societários do réu, como pode o mesmo ser sócio majoritário e não poder frequentar a instituição?”, diz parte do agravo obtido pela redação do Jornal de Arapiraca, acrescentando que o réu é pessoa idosa e “que sempre precisa de cuidados médicos e avaliações para atestar o seu estado de saúde”.

 

Caso precise dos serviços do CHAMA, ele terá que pedir autorização para a ex-esposa. Além de não poder frequentar o hospital, Emanuel Barreto também não tem mais acesso ás contas bancárias do complexo.

 

Segue parte da contestação enviada à justiça

 

“O caso em discussão é totalmente influenciado pela quebra do afeto societário entre os sócios. Tratam-se de ex-cônjuges que acusam-se mutuamente, sendo por óbvio, que a presente demanda carrega toda sentimento pessoal, deixando de lado todo sentimento empresarial que o empreendimento merece, haja vista, tratar-se de uma grande empresa hospitalar que atende toda a população arapiraquense e da macrorregião de saúde do Estado de Alagoas e que apesar das intempéries causadas pela autora, atual gestão demonstra maturidade e evidencia-se comprovado de cerca de 30% quando da dissolução conjugal, demonstrando assim que o sócio continua imbuído com o único sentimento de crescer e desenvolver cada vez mais esse nosocômio. A Agravada, ao entrar com a presente demanda em nome próprio, pode trazer grandes consequências a empresa, pois, se houver exclusão de sócio caberá a sociedade empresarial promover a liquidação das cotas pertencentes a sócio a ser excluído, por tais motivos a medida deve ser avaliada visando o benefício da empresa, não tendo qualquer sentido a empresa em questão figurar no polo passivo da demanda que consiste em parte interessada em manutenção de sua permanência. O sócio agravante possui 80 % das cotas societárias, sua exclusão poderia comprometer diretamente a saúde financeira e manutenção da finalidade da empresa, por isso, não cabe a autora requerer a saída do sócio, pois é nítido que está compelida por sentimento mesquinho, não levando em consideração os impactos dessa medida. É justamente para defender os interesses empresariais e preservar a empresa dos interesses mesquinhos dos sócios conflitantes, que o judiciário brasileiro tem entendido pela legitimidade da empresa para impetrar esse tipo de demanda. Esta nítido que o interesse da autora é unicamente econômico, não se preocupando com a viabilidade e desenvolvimento da empresa, inclusive colocando a mesma como ré. É justamente por defender os interesses da empresa, que muitas vezes é a maior atingida pelas divergências entre os sócios, que os tribunais pátrios têm entendido por considerar a legitimidade ativa das empresas, quando discutido responsabilidade e exclusão de seus sócios:

 

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