Terça, 13 de Abril de 2021
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Política Desabafo

"Não aceitaram ser massa de manobra", diz Renan Calheiros sobre saída de militares e ministro

“Gostaria de ressaltar o papel altivo de respeito à constituição e à democracia do ex-ministro da defesa e dos comandantes militares, que provavelmente não aceitaram ser massa de manobra, nem permitir a expropriação das forças armadas por quem quer que seja”, afirmou.

31/03/2021 10h58
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Por: Roberto Gonçalves

Na noite desta terça-feira (30), em entrevista, Renan Calheiros fez declarações a respeito da saída do Ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, do orçamento brasileiro e sobre o auxílio emergencial.

“Gostaria de ressaltar o papel altivo de respeito à constituição e à democracia do ex-ministro da defesa e dos comandantes militares, que provavelmente não aceitaram ser massa de manobra, nem permitir a expropriação das forças armadas por quem quer que seja”, afirmou.

Com relação ao Presidente Bolsonaro, Renan afirma ser demonstração diária de sua rotina uma ameaça de golpe, retrocesso e fechamentos dos poderes. “Ele tinha contabilizado vários problemas com o Congresso. Quer dizer, mais esse agora com os militares, essa tentativa de expropriação das forças armadas é uma coisa absolutamente nova. E no momento desse de dificuldade, de crise, para que essa outra crise né?”, indagou.

Sobre o orçamento, o senador informou que o país não possui dinheiro para investir em saúde. “O brasil não tem dinheiro pra saúde, (...) para uti, para entubar, vacina, pra nada. O Congresso com déficit fiscal, separar 35 bilhões de reais para emendas parlamentares, emenda de relator, isso é um escárnio. Nós não podemos de forma nenhuma concordar com isso porque dessa forma nós não vamos absolutamente a lugar nenhum”, explica Calheiros.

Questionado sobre o auxílio emergencial, Renan ressalta o papel importante do Congresso nessa iniciativa. “[o Congresso] não tem baixado a cabeça diante dos arreganhos autoritários. Ele precisa também demonstrar responsabilidade fiscal e quem sabe aproveitar esses 35 bilhões de emendas de relatório parlamentar para aumentar o valor do auxílio emergencial para 600 reais como pagamos no ano que passou”, finaliza.

 

 
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