A Câmara de Arapiraca vai apurar as suspeitas em contratação de empresa que faz a coleta de lixo no município. Presidente da Casa, o vereador Thiago ML (PROS) encaminhou todas as denúncias para a comissão que fiscaliza contratos e ações no combate à Covid-19 para fazer os levantamentos e identificar possíveis irregularidades.

Desde a última semana, três empresas coletoras de resíduos sólidos procuraram a Mesa Diretora da Câmara Municipal relatando um "processo obscuro" da Prefeitura de Arapicara quanto a escolha do grupo que está fazendo a coleta do lixo domiciliar na cidade. De acordo com elas, há trinta dias se colocaram à disposição da atual gestão para participação do edital de chamamento, receberam o sinal positivo e dias depois foram surpreendidas com a escolha direta da Ciano Soluções Ambientais para realização do serviço.

O assunto foi tema de discussão nesta semana na Câmara Municipal. Os vereadores alegam que até o fim de 2020, a prefeitura gastou mais de R$ 16 milhões com o serviço e estranharam que agora não houve edital de seleção para empresas do setor. Na gestão passada o faturamento do lixo era R$ 1,3 milhão e a partir de 2021 vai para R$ 2,2 milhões, causando estranhesa na diferença de peço já que o trabalho e o procedimento são os mesmos.

Curiosamente, desde 2014 o mesmo grupo não sai de Arapiraca. Iniciou com a Limpel, passou por Eleva Ambiental, na gestão do ex-prefeito Rogério Teófilo, e agora com Luciano Barbosa é a empresa Ciano Soluções Ambientais. Todas as empresas têm como proprietário o empresário Antônio Tarcísio da Silva.

Após publicação no Diário Oficial do Município, foi feito um processo emergencial e em menos de 48h a Ciano estava trabalhando com os mesmos carros e o mesmo pessoal da Eleva Ambiental. Durante o primeiro dia de atividades em Arapiraca, eram os carros plotados com a identidade visual da Ciano e os trabalhadores usando o uniformes com a marca da Eleva. Nesta semana, todos os funcionários da Eleva foram demitidos e os mesmos readmitidos pela Ciano.