Sábado, 28 de Novembro de 2020
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Geral Cultura

Escritor, poeta e artista plástico, Ismael Pereira concorre a uma vaga na Academia Sergipana de Letras

Em seu perfil no Facebook, falou da sua pretensão de concorrer a vaga deixada pelo jornalista, escritor, poeta e ativista cultural, Antônio Amaral Cavalcante

20/10/2020 11h45
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Por: Roberto Gonçalves Fonte: Roberto Gonçalves
Escritor, poeta e artista plástico, Ismael Pereira concorre a uma vaga na Academia Sergipana de Letras

Em seu perfil no Facebook, falou da sua pretensão de concorrer a vaga deixada pelo jornalista, escritor, poeta e ativista cultural, Antônio Amaral Cavalcante   

 Objetivando ingressar na Academia Sergipana de Letras, tomei a iniciativa de registrar minha candidatura para concorrer a vaga deixada pelo eminente jornalista, escritor, poeta e renomado ativista cultural Antônio Amaral Cavalcante, que honrosamente ocupava a cadeira nº 39 na conceituada Arcádia Literária em comento.

Conservo boas recordações do meu saudoso amigo Amaral Cavalcante. E por julgar oportuno lembro aqui um dos seus acrisolados poemas que diz assim:

“Jurei emudecer como uma árvore

Que no silêncio tece a sombra e o tempo

Mesmo quando lhe podaram os ramos”.

Não coube a mim ter a subida honra de substituir ao intrépido e florescente poeta Amaral Cavalcante no Pináculo das Letras Sergipanas, vez que, apurados os votos, ficou constatado que não obtive votos suficientes para galgar a vitória. Mas, posso afirmar que o resultado em nada me abalou, pois não me senti derrotado, ao contrário, me senti um grande vitorioso ao contar com os 7 votos que me foram dados espontaneamente.

O resultado dessa porfia fez-me lembrar o grande Sir Winston Leonard Spencer Churchill, quando ao término da Segunda Grande Guerra Mundial, disse perante aos poucos aviadores da Real Força Aérea Britânica que restaram dos combates: “Nunca a Inglaterra deveu tanto a tão poucos”. Peço vênia, data máxima vênia para fazer uso desta frase plena de gratidão, e dizer: nunca devi tanto a tão poucos, que me deram tanto orgulho, ao ver neles uma resistente muralha de peitos livres e dotados de bons costumes.

Findo o espetáculo, cerro as cortinas, apago a última luz da ribalta e pacientemente fecho a cancela da minha velha Gamboa com este modesto poema de minha autoria:

Mágoa.

Não guardo mágoa,

Posso até guardar imagens distorcidas,

Mas mágoa não guardo.

Mágoa eu a lavo todos os dias

Até com lágrimas, se preciso for

E a deixo bem branquinha,

Alva como a candidez do Lírio.

E dela faço tela,

E nela pinto uma rosa,

Uma rosa sem espinhos

Guardarei este momento nas dobras mais sedosas do meu octogenário coração, na certeza de que há terra firme além do Volga.”

Ismael Pereira

 

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