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Política Eleições 2020

Apesar de 'quebra de compromisso', Arthur Lira diz que não irá intervir no Progressistas em Arapiraca

Em relação às especulações sobre uma suposta aproximação dele com Luciano Barbosa (MDB), após o rompimento do vice-governador com os Calheiros, Lira negou

14/10/2020 04h56
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Por: Roberto Gonçalves Fonte: Cada Minuto
Apesar de 'quebra de compromisso', Arthur Lira diz que não irá intervir no Progressistas em Arapiraca

Na segunda parte da entrevista exclusiva concedida na semana passada ao CadaMinuto, o deputado federal e líder do Centrão, Arthur Lira (Progressistas), garantiu que não houve, nem haverá intervenção do partido no Progressistas de Arapiraca, devido a candidatura do deputado estadual Tarcizo Freire a prefeito da cidade.

Lembrando as intervenções ocorridas nos diretórios do PSDB Maceió e do MDB Arapiraca, Lira reforçou que não fará o mesmo, mas confirmou que estava previsto o apoio do Progressistas à reeleição de Fabiana Pessoa (Republicanos) no município: “O deputado federal Severino Pessoa (marido de Fabiana) é um companheiro leal, que participou conosco da eleição de 2018, está coligado conosco em Maceió e tínhamos compromisso em coligarmos com ele em Arapiraca”.

Lira explicou que, com a mudança de quadro em Arapiraca, principalmente com a morte do Rogério Teófilo e a candidatura (ou não) do vice-governador Luciano Barbosa, Tarcizo pleiteou ser candidato. “Aí eu me vi assim, teve intervenção do PSDB em Maceió, tem uma no MDB de Arapiraca, e eu vou intervir no PP de Arapiraca? Não vou, mas não estava na nossa programação ter um candidato majoritário lá”, reforçou.

O parlamentar disse que ainda irá conversar “prolongadamente” com Tarcizo e que já conversou com os vereadores do Progressistas em Arapiraca para, juntos, encontrarem uma saída: “A gente tem que ajustar a política como ela é. Não posso tolher a vontade partidária de um companheiro, mas temos que saber prezar os compromissos que são feitos na política previamente”.

Luciano Barbosa e 2022

Em relação às especulações sobre uma suposta aproximação dele com Luciano Barbosa (MDB), após o rompimento do vice-governador com os Calheiros, Lira negou: “Nunca tive nem uma conversa política, nem por telefone, com Luciano, mas claro que o efeito de sua candidatura a prefeitura de Arapiraca e a possível vacância do cargo de vice-governador interessa mais a um grupo e menos a outro, porque se o governador se afasta para disputar o cargo de senador, por exemplo, em 2022, é a Assembleia Legislativa que terá que eleger um vice-governador tampão”.

Segundo ele, independente de qualquer cenário, em seu entendimento a candidatura de Barbosa é completamente legal, viável e pleiteável: “Luciano é elegível, agora essa é uma situação que o MDB tem que resolver entre eles”.

“Eu não sou influenciador em Arapiraca, embora tenha sido o deputado que mais colocou recursos em Arapiraca em toda sua história, sem ter sido nunca o deputado federal mais votado em Arapiraca”, completou.

Grupo e rixa política

Destacando a solidez do grupo político encabeçado por ele em Alagoas, Lira disse que conta hoje com o apoio de 41 prefeitos de diversos partidos, sendo 26 ou 27 do Progressistas e, no pleito deste ano, o grupo tem candidatos em praticamente os 102 municípios, sendo 74 municípios com candidatos majoritários do próprio Progressistas: 62 candidatos a prefeito e 12 candidatos a vice-prefeito.

Acerca da polarização entre Progressistas e MDB, o parlamentar pontuou que ela sempre haverá, mas negou a existência de um “antagonismo pessoal”. “Sempre fiz eleição em Alagoas tratando de administrações, nunca personificando, mas lógico que numa eleição aqui acolá você tem um embate mais duro. Meu pai (ex-senador Benedito de Lira) foi candidato a  governador em 2014 e candidato a senador em 2018 e, nessas eleições, a rivalidade foi com o MDB, mas foram rivalidades políticas”.

“Tenho conversado muito com o governador. Conversamos bastante no período da pandemia e todas as possibilidades de atendimento que pudemos fazer do governo federal para o governo do estado nós fizemos, porque Alagoas é do povo... Em tese, não teremos projetos divergentes, não há conflitos hoje no Estado. Não há aproximação, mas não há também distanciamento que impeça o diálogo. Essa é a situação do momento, praticamente. Essa rixa que na realidade existe, ela sempre existiu, mas é política. Tivemos em lados opostos e isso é claro”, prosseguiu. 

Para Lira, sempre haverá uma polarização, principalmente nessa eleição, entre MDB e Progressistas: “São os partidos que eu acredito farão mais prefeitos, com favoritismo para o MDB, até pelo fato de ser o partido do governador do Estado”.

Candidatura ao governo

Ao ser perguntado sobre a possibilidade de uma candidatura ao governo em 2022, Arthur Lira garantiu que nunca alimentou essa vontade, o que não significa que o grupo não terá um candidato: “Eu farei 30 anos de mandato, mas nunca trabalhei para isso, não desejo e nem faz parte da minha vontade disputar uma eleição majoritária de governo em Alagoas, mas é lógico que às vezes você não é dono da sua vontade. Minha programação é seguir como está, cumprir meu papel em Brasília, agora, muitas vezes essas questões extrapolam, né? Vamos ver, futuro é futuro”, falou.

Por fim, o deputado federal disse que, hoje, claramente, os aliados convergem para a formação de um grupo democrático onde todos os participantes discutem, em pé de igualdade, as decisões políticas “para onde o grupo vai ou o que vai pleitear”. 

Leia-se, inclusive, o governo do estado em 2022. 

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